Cão fugiu com o fogo de artifício: o que fazer
Se o teu cão fugiu por causa do fogo de artifício, respira: o que sentes agora já muitas pessoas sentiram, e a maioria dos cães volta. Um cão assustado foge dos estrondos não porque te queira deixar, mas porque o barulho o aterroriza e o instinto lhe diz apenas uma coisa: afastar-se do perigo. Este guia dá-te passos calmos e concretos para seguires já, sem deixar o pânico tomar conta.
Porque é que os cães fogem do barulho forte
O fogo de artifício é repentino, muito alto e impossível de prever. Para um cão são explosões sem explicação: o corpo entra em alarme e dispara o instinto de fuga. Um cão assustado parte a trela, salta uma vedação ou sai por uma porta aberta, e nesses minutos já não responde ao teu chamamento. Não é desobediência, é medo puro. Perceber isto ajuda a procurar bem, sem correr atrás nem gritar, porque isso só o assustaria mais.
Age já, apesar da confusão
Mesmo que seja de noite e esteja tudo confuso, os primeiros minutos contam. Move-te com calma, mas não esperes.
- Chama-o pelo nome com voz suave e firme, sem gritar: um tom calmo tranquiliza-o.
- Não corras atrás dele. Se o vires, agacha-te, evita movimentos bruscos e oferece-lhe uma guloseima ou a taça de comida.
- Avisa família, vizinhos e amigos da zona, para que haja muitos olhos a procurar ao mesmo tempo.
- Prepara uma fotografia recente e anota os sinais distintivos: vais precisar deles para o alerta.
Onde se escondem os cães assustados
Um cão tomado pelo medo tende a ir para longe, muito mais do que se imagina, e a esconder-se em sítios sossegados. Pode percorrer vários quilómetros antes de parar, desorientado e perdido.
- Vê em sítios calmos e abrigados: matagais, garagens, pátios, debaixo de escadas, campos nos limites da localidade.
- Procura ao longo das rotas naturais de fuga, longe do barulho dos estrondos.
- Leva contigo algo que cheire a casa e a peitoral dele.
- Pergunta a todos os que encontrares se viram passar um cão assustado.
Ajuda-o a encontrar o caminho de volta
Muitos cães, quando o pânico passa, refazem o caminho em direção a casa. Ajuda-o através do olfato.
- Deixa o portão ou a porta aberta, se o puderes fazer em segurança.
- Põe lá fora uma manta com o cheiro dele, a cama e taças de água e comida.
- Não laves a manta logo: o cheiro familiar é um chamamento poderoso.
- Deixa uma luz pequena acesa e mantém-te contactável, para que quem o encontrar te consiga avisar.
Procura quando o fogo de artifício acabar
A melhor altura para procurar é quando volta o silêncio, normalmente tarde da noite ou de madrugada. No sossego, muitos cães saem do esconderijo e deixam-se aproximar.
- Sai nas horas calmas, move-te devagar e fala baixo.
- No dia seguinte, avisa os canis, as associações e as clínicas veterinárias da zona: é para lá que costuma ir um cão encontrado.
- Avisa a junta de freguesia, que encaminha para o centro de recolha oficial, e declara o animal desaparecido no SIAC: se o cão tiver microchip, a leitura leva até ti.
- Se o cão estiver em perigo (numa estrada movimentada, ferido ou inacessível), liga o 112.
Publica na Orma e avisa os teus vizinhos
Nos momentos de medo, serem muitos a procurar muda tudo. Com a Orma publicas o teu cão perdido em poucos toques e avisas as pessoas próximas. Quem o vir pode enviar-te uma fotografia e o local, e se alguém o levar a um veterinário, a correspondência automática por microchip ajuda a reunir-vos. Podes também gerar um cartaz com código QR para imprimir e afixar pelo bairro. O mapa mostra a posição de forma aproximada, para proteger a tua privacidade.
Evitar que aconteça outra vez
Passado o susto, alguns hábitos simples podem poupar-te outro sobressalto na próxima festa ou na passagem de ano.
- Não deixes o teu cão sozinho durante o fogo de artifício: a tua presença acalma-o.
- Prepara-lhe um refúgio tranquilo em casa, com a cama dele e um som de fundo que suavize os estrondos.
- Mantém o microchip e os teus contactos atualizados no SIAC.
- Se for muito sensível ao barulho, fala com o teu veterinário bastante antes.
Procurar de noite um cão que fugiu mete medo, nós sabemos. Mas continua com calma: muitíssimos companheiros voltam a casa nas horas seguintes, assim que o barulho para. Continua a procurar, mantém abertos os canais certos e deixa que o instinto dele o traga de volta a ti.
Perguntas frequentes
O meu cão fugiu com o fogo de artifício, volta sozinho?
Muitos cães voltam por si assim que o pânico passa, muitas vezes tarde da noite ou de madrugada. Deixa o portão aberto e põe lá fora uma manta com o cheiro dele e a taça de comida para o ajudar a orientar-se.
Até onde pode ir um cão assustado com os estrondos?
Um cão aterrorizado pode correr vários quilómetros antes de parar, desorientado. Alarga a procura para além do bairro e vê em sítios calmos e abrigados.
O que faço se não encontrar o meu cão na noite de passagem de ano?
Tenta de novo nas horas calmas e, no dia seguinte, avisa canis, associações e clínicas veterinárias, e também a junta de freguesia. Publica a perda na Orma para avisar as pessoas próximas.
O microchip ajuda a encontrar um cão que fugiu?
Sim. Se alguém levar o cão a um veterinário ou a um canil, a leitura do microchip permite chegar até ti através do SIAC, desde que os teus dados estejam atualizados.
Publica um alerta na Orma
Com a Orma avisas as pessoas próximas, recebes avistamentos com fotografias e encontras o teu amigo mais depressa.